🍷 A Coreia do Sul abre canal para investimentos corporativos em criptoativos, permitindo alocação de até 5% do capital em ativos digitais, marcando o início da era dos "bancos de cripto" corporativos.
En um contexto em que as autoridades reguladoras globais estão cada vez mais cautelosas em relação à participação das empresas no setor de ativos cripto, a Coreia do Sul está tomando o caminho oposto. Embora a Coreia do Sul tenha sido, nos últimos anos, um dos mercados de negociação de criptoativos mais ativos do mundo, a proibição prolongada de empresas e instituições terem acesso ao mercado resultou em grande saída de capital e desequilíbrio estrutural. Estima-se que, em 2025, cerca de 160 trilhões de won sul-coreano (aproximadamente 11 bilhões de dólares) em ativos cripto tenham sido transferidos para exchanges estrangeiras para negociação.
Com o plano do Comitê de Serviços Financeiros da Coreia do Sul de levantar a proibição de investimento em criptoativos por empresas, que durou nove anos, permitindo que empresas listadas e instituições especializadas alocassem até 5% de seu capital em ativos digitais principais como o Bitcoin, o cenário do mercado cripto da Ásia está mudando silenciosamente. Este artigo tem como objetivo analisar a fundo as razões por trás da mudança de política da Coreia do Sul, comparar com as abordagens de restrição regulatória adotadas por Hong Kong e Japão, e explorar os possíveis impactos duradouros dessa mudança na alocação de ativos cripto por empresas na região da Ásia-Pacífico.