As stablecoins são frequentemente tratados como um produto "finalizado".

Mas é exatamente aí que os problemas começam a aparecer.

Se você olhar para o comportamento onchain, stablecoins não são usadas para especulação. Elas são usadas para operações. Estacionar capital. Mover liquidez. Gerenciar tesourarias. Manter-se neutro através da volatilidade. A atividade é repetitiva, pouco glamourosa e raramente comentada.

O que é interessante é como pequenas fricções na infraestrutura acabam moldando o comportamento. Não porque os custos sejam altos, mas porque acontecem com tanta frequência. Uma pequena taxa, repetida dezenas de vezes por dia, silenciosamente muda a tomada de decisão. As pessoas atrasam ações, agrupam transações ou optam por não agir de forma alguma.

O resultado não é apenas custo extra. É uma perda de eficiência do sistema. O capital se move mais devagar do que deveria. Ajustes de risco acontecem tarde. Tesourarias se tornam defensivas não por causa das condições de mercado, mas por causa do processo.

É por isso que a conversa em torno das stablecoins deve mudar de o que o token é para como ele se move. Neste estágio, a qualidade da infraestrutura importa mais do que novas funcionalidades. Bons sistemas não fazem os usuários se sentirem inteligentes. Bons sistemas removem a necessidade de pensar.

Para mim, a próxima fase do cripto não será definida por grandes inovações visíveis. Será definida por pequenos detalhes que removem hesitação, fricção e decisões desnecessárias. As stablecoins são o lugar mais honesto para ver se um sistema é realmente maduro.

Porque o bom dinheiro não se sente avançado.

Ele se sente calmo.

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