Desde EE. UU., Europa recebe principalmente energia, especialmente gás natural liquefeito (GNL), que se tornou ainda mais relevante após a redução da dependência energética russa. Um aumento de tarifas aqui encareceria a energia para Europa, pressionando a indústria e o consumidor final.
Outro pilar fundamental é o setor tecnológico e industrial. Europa importa software, hardware, semicondutores, máquinas especializadas, equipamentos médicos e tecnologia aeroespacial. Empresas europeias dependem de componentes e licenças americanas para manter sua competitividade, por isso qualquer fricção comercial desacelera a produção e encarece os custos.
O setor aeronáutico também é crítico: peças, motores e tecnologia vinculada à aviação comercial e militar. Um conflito comercial afetaria tanto fabricantes quanto companhias aéreas, com impacto direto nos custos operacionais.
No âmbito agroindustrial, Europa importa dos EUA soja, milho, cereais, produtos pecuários e matérias-primas para alimentação animal. Tarifas aqui pressionariam os preços agrícolas e a inflação alimentar.
Por último, está o setor financeiro e de serviços, onde os EUA exportam serviços tecnológicos, financeiros e de consultoria de alto valor. Embora menos visível, uma guerra comercial também pode limitar esse fluxo.