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Na antiga China, os imperadores buscavam obsessivamente o elixir da imortalidade. Eles encarregavam alquimistas de preparar pílulas de mercúrio, chumbo, arsênico, jade, pérolas e ervas, acreditando que elas prolongariam a vida. Alguns imperadores, como Qin Shi Huangdi, experimentaram pessoalmente as "poções" de mercúrio, enquanto Wen Di bebia uma mistura destilada de minerais raros e até consumia pó de jade. Na maioria das vezes, o efeito era o oposto: os governantes morriam repentinamente, envenenados por suas experiências. Isso era explicado pela crença fundamental dos alquimistas taoístas, exposta no tratado "Baopuzi" (século IV): apenas os minerais são eternos, e, portanto, apenas os remédios à base deles podem conceder a imortalidade. Os alquimistas escreviam tratados, explicavam dosagens e ingredientes, mas não existia uma receita exata. O envenenamento era interpretado como "liberação do corpo" — um dos tipos de imortalidade desejada, uma vez que o corpo era preservado e não se decompunha por muito tempo. Na busca pela vida eterna, as pessoas perdiam o que era mais valioso — o real.
Moral: assim como com os elixires, a corrida por ganhos instantâneos é perigosa. Verifique os projetos, entenda os riscos e não procure a "imortalidade" mágica em cada novo token.
