O mercado de criptomoedas está vivendo um momento de forte correção técnica e macroeconômica

1. Geopolítica e Tarifas: O Caso Groenlândia

O fator mais inusitado e impactante é a tensão diplomática entre os EUA e a União Europeia. O presidente Donald Trump renovou ameaças de tarifas comerciais (de até 25%) contra países europeus como Dinamarca e França, ligando essas sanções à resistência europeia sobre a aquisição da Groenlândia pelos EUA.

Impacto: Isso gerou uma aversão ao risco global. Investidores estão saindo de ativos voláteis (cripto e ações) e correndo para o ouro, que bateu recordes históricos hoje.

2. A "Muralha" dos US$ 100 Mil

O Bitcoin tentou repetidamente romper a marca psicológica de US$ 100.000 nas últimas semanas e falhou.

Impacto: Quando um ativo não consegue romper uma resistência tão forte, o mercado tende a "cansar". Muitos traders começaram a realizar lucros ao perceber que o fôlego comprador estava diminuindo, o que empurrou o preço para baixo do suporte de US$ 91 mil.

3. Liquidações em Cascata

Muitos investidores operam "alavancados" (pegando dinheiro emprestado para apostar na alta).

Impacto: Quando o preço caiu subitamente ontem (19), feriado nos EUA, a baixa liquidez potencializou o movimento. Isso ativou ordens de venda automáticas (stop loss), gerando mais de US$ 870 milhões em liquidações em apenas 24 horas, criando um efeito "bola de neve".

4. Cenário Macro: Juros e ETFs

Juros nos EUA: Dados econômicos americanos vieram mais fortes que o esperado, sugerindo que o Federal Reserve (Fed) manterá os juros altos por mais tempo. Juros altos tornam a renda fixa mais atraente que as criptomoedas.

Saída de ETFs: Os ETFs de Bitcoin nos EUA, que sustentaram a alta em 2025, registraram saídas líquidas pesadas, removendo o suporte institucional que mantinha o preço estável.