O detalhe mais profundo que contemplei sobre a Arca de Noé não é a magnitude pura do dilúvio, mas sim o design específico do próprio barco.

Se você revisar os projetos fornecidos a Noé por Deus em Gênesis 6, encontrará que eram extraordinariamente detalhados. Deus especificou os materiais exatos, pedindo madeira de gopher e betume para vedá-la. Ele também forneceu dimensões precisas para o comprimento, largura e altura. No entanto, o design omitiu os componentes mais cruciais para a navegação: um volante, um leme e um motor.

É assustador imaginar estar preso no meio de tal dilúvio sem qualquer mecanismo para dirigir seu movimento. Enquanto Noé estava ocupado construindo uma grande embarcação destinada a suportar uma tempestade global, ele não tinha controle algum sobre sua trajetória ou destino. Ele não podia desviar o navio de rochas submersas, não podia virar a proa para as ondas e não podia mirar em terra seca.

Ele estava totalmente à mercê da água.

Isso destaca que a Arca nunca foi destinada à navegação; foi projetada apenas para flutuar. A tarefa de Noé era servir como passageiro, não como capitão. Deus permaneceu como o Capitão.

Curiosamente, arquitetos navais modernos confirmaram que o design da Arca era notavelmente estável e resiliente. Foi projetada para sobreviver ao dilúvio catastrófico, não para navegá-lo.

Então, pare de se preocupar com a tempestade. Você é apenas um passageiro. O Capitão conhece o caminho para a costa—apenas fique parado.