explica uma grande mudança geopolítica que pode fazer com que a Europa se afaste dos Estados Unidos em razão das políticas do Trump 2.0, inclinando-se em direção ao BRICS e ao Sul Global. Abaixo, os detalhes explicados ponto a ponto.
Europa, Trump e o novo jogo de poder
Após o retorno de Trump, a administração americana descreve a Europa com palavras como 'civilização em extinção' e 'velho continente', afirmando que a Europa agora se tornou apenas um museu.
Trump não quer um 'acordo comercial' comum com a Europa, mas propõe um acordo em estilo 'ultimatum' que faz a Europa parecer uma refém.
Três condições rigorosas de Trump para a Europa
Existem três principais condições que levaram a Europa a hesitar:
Regra de tarifas
1. Quando produtos americanos vão para a Europa, zero por cento de imposto.
2. Se produtos europeus vão para os EUA, eles enfrentam tarifas de até cerca de 15%. Isso dá um grande golpe no modelo de exportação da Europa, pois seu maior mercado tem sido os EUA.
3. Demanda de investimento de 600 bilhões de dólares
A narrativa de Trump é que a Europa tem explorado os EUA por anos, agora é 'hora de pagamento'.
A Europa é instruída a investir 600 bilhões de dólares na economia americana – retirando dinheiro de bancos ou corporativo, mudando fábricas, etc.
750 bilhões de dólares em contrato de petróleo e gás
A Europa fechou suas usinas nucleares/fósseis para energia verde e agora tem opções limitadas para energia.
Trump afirma que 750 bilhões de dólares em petróleo e gás devem ser comprados apenas da América, quer seja necessário ou não, e a agenda verde deve ser deixada de lado.
Se essas três condições se cumprirem, haverá uma grande pressão sobre a competitividade industrial da Europa e o sonho verde.
O 'ataque de pincel' da China e a saída de fábricas da Europa
Os EUA impõem pesadas tarifas sobre produtos chineses (cerca de 60%) e também altas tarifas sobre produtos indianos, fazendo com que a China comece a 'despejar' seus produtos na Europa em vez dos EUA.
Produtos chineses nas indústrias-chave como painéis solares, baterias e EVs esmagam os fabricantes europeus com preços de fundo de poço.
Muitas grandes empresas da Europa, especialmente alemãs de automóveis e solar, estão começando a mudar suas fábricas para os EUA para que o mercado americano permaneça protegido e as tarifas sejam evitadas.
Como resultado, na Europa:
Empregos de alto pagamento eliminados.
A economia encolhe, a renda disponível diminui; os custos (especialmente de energia) aumentam.
Por que a Europa está olhando para o BRICS?
A Europa agora tem dois caminhos:
Aceitar a 'economia de tributo' de Trump significa se tornar completamente subordinado aos Estados Unidos.
ou então desviar a atenção do sul global – especialmente em direção ao BRICS.
Três principais razões que atraem para o BRICS:
Acesso ao mercado
O BRICS e suas economias próximas juntas representam cerca de 46% da população mundial e aproximadamente 30% do PIB global.
A classe média está crescendo rapidamente, resultando em um enorme mercado para carros de luxo, tecnologia e bens de consumo – Índia, China, Brasil, etc.
Segurança energética
BRICS/BRICS expandido contém países ricos em petróleo e gás como Rússia, Irã, Arábia Saudita, Emirados, que detêm uma grande chave da oferta mundial de petróleo.
Se a Europa se alinhar com o BRICS, pode reduzir a dependência de energia dos EUA e obter alavancagem nos preços e contratos.
Minerais críticos e o futuro da tecnologia
Minerais como lítio, cobalto e terras raras são necessários para tecnologia futura (EV, baterias, solar, eletrônicos de defesa).
A China é dominante no processamento de terras raras do mundo; platina na África do Sul; nióbio no Brasil, etc. – a maior parte está no bloco BRICS/sul global.
Portanto, para garantir o futuro industrial da Europa, é necessário um profundo relacionamento de parceria com esses países de cadeia de suprimentos.
Macron, Davos e a linha 'ponte'
Emmanuel Macron falou abertamente em Davos 2026 que a Europa não quer mais ser apenas subordinada dos EUA e quer se tornar uma 'ponte' entre BRICS e Europa.
Na fala do mundo real, Macron realmente menciona a necessidade de 'mais cooperação e construção de ponte' com economias emergentes como BRICS e G20, então o tom é multilaterais, não é uma declaração direta de 'juntar-se ao BRICS'.
Assim, as palavras de Macron sobre a 'ponte' indicam uma inclinação da Europa em direção ao BRICS, mas atualmente é mais uma linguagem de equilíbrio estratégico e cooperação.
Índia, Modi e o FTA UE-Índia
O vídeo menciona que a 'presidente' da Europa (Ursula von der Leyen) está indo para a Índia e o maior FTA do século está prestes a ser assinado - um mercado de 2 bilhões de pessoas será criado, chamado de 'mãe de todos os acordos'.
Relatórios indicam que realmente o FTA UE-Índia está sendo discutido como um 'acordo histórico' após Davos 2026 e é considerado um acordo potencial que cobre quase 2 bilhões de consumidores e ¼ do PIB global.
A Europa está pensando em fazer este acordo não por amor, mas por necessidade – porque precisa do acesso ao mercado da Índia, BRICS e energia/minerais.
Desdolarização e a armadilha do dólar da Europa
Um dólar forte 'esmaga' o euro – importações se tornam caras, a inflação aumenta, as pessoas são forçadas a pegar empréstimos para compras de supermercado, enquanto os EUA 'exportam' sua inflação para a Europa.
Os países do BRICS estão lentamente se movendo em direção ao comércio em moedas locais – rublo-yuan, rublo-rupee, dirham, etc. – para contornar o dólar, apresentando isso como 'desdolarização'.
Se a Europa se aproximar do bloco BRICS e adquirir materiais energéticos pela rota de moeda local/regional, isso pode pressionar a dominação do dólar americano e o poder financeiro dos EUA.
'E se a Europa se juntar ao BRICS?' -
Está em dois níveis principais:
Aposta geopolítica
Se a Europa realmente se aproximar do BRICS ou formar algum tipo de modelo de ponte/parceria, a velha aliança ocidental centrada na OTAN pode se enfraquecer.
Assim, o poder de negociação do sul global (especialmente da Índia) pode aumentar muito, pois a sobrevivência da Europa dependerá desses países.
Narrativa de reversão emocional
'Os países que nos roubaram agora vêm até nós pedindo ajuda' – isso cria uma narrativa de 'retorno de karma' para a Índia e o sul global.
Isso indica que agora a Europa precisa vir até nós não como parceira, mas por necessidade – para mostrar a 'mudança de poder do ocidente para o sul'.
Tudo isso cria uma forte narrativa de que a política de tarifas comerciais dura de Trump, o dumping da China, a crise energética e a dominação do dólar forçam a Europa a uma mudança estratégica em direção ao BRICS, especialmente à Índia. Isso mistura muitos fatos (como a conversa de Macron sobre a 'ponte' com o BRICS e a discussão sobre o FTA UE-Índia) com narrativa e interpretação, então deve ser visto como análise + opinião.