A Índia recentemente ordenou que os diplomatas destacados em seu alto comissariado e consulados em Bangladesh trouxessem de volta seus familiares. Este passo é tão sério que a postagem em Bangladesh foi classificada na categoria 'não familiar', que geralmente é reservada para países de alto risco como Paquistão, Afeganistão, Iraque e Sudão do Sul. Esta decisão entrou em vigor em 1 de janeiro de 2026, e foi dado um prazo até 15 de janeiro para que todas as famílias retornassem. Esta medida é um claro sinal do crescente tensão entre os dois países.

Razões: violência religiosa e instabilidade política

Após a visita de Sheikh Hasina à Índia, os ataques direcionados contra hindus e minorias em Bangladesh aumentaram. Assassinatos de comerciantes hindus como Amrit Mandal e Kokan Chandra Das ocorreram após o assassinato de Deep Puja, enquanto o governo de Bangladesh se manteve indiferente. Líderes como Muhammad Yunus afirmam que 3-4 mil pessoas morrem a cada ano em tais violências, mas são indiferentes a esses números. Nas eleições a serem realizadas em fevereiro, a partido de Sheikh Hasina não recebeu permissão para competir, o que levantou suspeitas de ataques às embaixadas indianas. Famílias de oficiais indianos destacados em locais como Chittagong, Khulna, Rajshahi e Sylhet foram convocadas de volta.

Resposta e comparação de Bangladesh

Bangladesh afirma que esta é uma reação exagerada da Índia, pois os EUA também adotam uma política de 'não-família' lá e muitos diplomatas não trazem suas famílias. No entanto, isso aumentou ainda mais as tensões nas relações Índia-Bangladesh, e os ataques contra hindus continuam. Este passo é considerado ainda mais severo em relação ao Paquistão, o que reflete as preocupações de segurança da Índia.

Distribuição das águas do Ganga e possibilidades futuras

Em 1996, o governo de H.D. Deve Gowda fez um acordo sobre as águas do Ganga por 30 anos, que termina em 2026. A distribuição de água é feita para que o porto de Kolkata não enfrente sedimentos no rio após a construção da Barragem Farakka: 35.000 cusecs de água mínima para ambos os países, opcionalmente de março a maio. Se houver mais água, a Índia recebe mais, mas agora Bengala Ocidental enfrenta escassez de água e há disputas como a de Teesta. Após 2026, a Índia poderá priorizar suas necessidades, como o acordo sobre as águas do Indo, o que enfraquecerá Bangladesh.

Impacto: efeito sobre a segurança regional

Essas decisões endureceram a política externa da Índia no Sul da Ásia. A instabilidade de Bangladesh torna as rotas do Nordeste arriscadas, e a quebra do acordo sobre o Ganga afetará as questões eleitorais de Bengala Ocidental. A Índia terá uma posição forte em água e segurança, mas as tensões aumentarão.