Esqueça os gráficos de preços por um momento; hoje as criptomoedas são a ferramenta preferida da geopolítica. Para países sob sanções ou bloqueios, como a Rússia ou o Irã, o blockchain não é um experimento, é um salva-vidas. Permite mover capital e comercializar recursos como petróleo fora do alcance do sistema SWIFT e do controle do dólar, recuperando uma soberania econômica que o sistema bancário tradicional havia tirado deles.
Nas tesourarias estatais, o protagonismo é compartilhado por três ativos-chave:
Bitcoin (BTC): O "ouro digital" que serve como reserva estratégica inconfiscável.
Tether (USDT): A ferramenta pragmática; ao valer sempre um dólar, é a mais usada para pagamentos internacionais rápidos sem passar por bancos.
Ethereum (ETH): A infraestrutura para programar contratos comerciais automáticos.
Enquanto isso, potências como a China aceleram suas próprias moedas digitais estatais (CBDC) para não perder o controle. No final, a batalha já não é apenas pelo território, mas por quem domina o fluxo de dinheiro em um mundo que já não precisa da permissão de Washington para transferir valor.