#GlobalOil 🛢️ A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo — cerca de 303 bilhões de barris, ou cerca de 17% da base total de reservas de petróleo do mundo. Isso é mais do que Arábia Saudita, Irã, Canadá e os EUA juntos.

Só isso já é imenso. Mas o verdadeiro choque não está apenas no número — está na mudança geopolítica que está se desenrolando ao redor disso.

O presidente Trump, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças armadas dos EUA e a turbulência política em curso na Venezuela, sinalizou intenções de reconstruir o setor de petróleo do país e integrá-lo aos mercados dos EUA e Ocidentais — potencialmente direcionando a futura receita do petróleo para os interesses dos EUA e da Venezuela.

Por décadas sob sanções e conflitos políticos, a indústria petrolífera da Venezuela colapsou de produções acima de 3,5 milhões de barris por dia na década de 1970 para bem menos de 1 milhão de bpd hoje, o que significa que o país produz menos de 1% do fornecimento global, apesar de ter a maior base de recursos.

As ações de política dos EUA agora incluem capturar a infraestrutura petrolífera venezuelana e comercializar o petróleo armazenado, movimentos que podem remodelar os fluxos comerciais de longa data que antes direcionavam o petróleo venezuelano predominantemente para compradores como a China. A PetroChina já teria pausado as importações de petróleo venezuelano agora comercializado sob controle dos EUA, sublinhando a delicada mudança nas relações energéticas globais.

No entanto, esta não é uma simples história de "aumento de fornecimento". Restaurar a capacidade de produção da Venezuela para mesmo uma fração de seu potencial levará anos de investimento e reforma legal, e a infraestrutura atual está severamente deteriorada devido a décadas de subinvestimento e sanções.

⚠️ Por que isso é importante globalmente:

  • A dominância das reservas de petróleo da Venezuela lhe dá enorme vantagem estratégica se algum dia alcançar níveis mais altos de produção.

  • Uma mudança nos padrões de exportação de petróleo poderia redirecionar fluxos para longe da China e em direção aos EUA e compradores ocidentais, alterando os equilíbrios energéticos geopolíticos.

  • A própria possibilidade de desbloquear este recurso sob um regime pró-Oeste já provocou discussões no mercado sobre o fornecimento de petróleo a longo prazo, investimento e estratégia geopolítica.

Isso não se trata apenas de barris —

Trata-se de quem controla, em última análise, um titã do sistema energético global.

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