Em apenas 90 minutos, $1.7 trilhões desapareceram da capitalização de mercado do ouro e da prata. Observe que o número não é bilhões, mas trilhões. Tal cenário nunca foi visto antes na história.
Este é talvez um dos exemplos mais egregios da engenharia financeira moderna. À primeira vista, você pode achar que isso é venda em pânico, mas a análise de gráficos e volumes revela que este jogo está completamente manipulado. No mundo financeiro, isso é chamado de despejo de papel. Em outras palavras, não há movimento nos preços dos ativos físicos (ouro, prata) na Bolsa de Xangai da China, mas uma enorme lacuna de preços foi criada no Mercado de Papel de Nova York, os Futuros Comex. A manipulação no mercado de derivativos também é chamada.
O verdadeiro jogo é essa assimetria entre papel e ouro ou prata físicos. Você pode entender isso observando o gráfico de preços do filme. No mercado atual, uma média de mais de 100 onças de contratos de papel ou futuros são negociados contra cada 1 onça de ativos físicos. Bancos de metais preciosos ou grandes players institucionais aproveitam essa alavancagem para inundar o mercado sem ouro físico. Sempre que eles veem que a liquidez no mercado está baixa (como no fechamento dos EUA ou na sessão de abertura asiática), eles fazem grandes ordens de venda ou ordens de spoofing. Seu principal objetivo é fazer com que os traders de varejo acionem as ordens de stop-loss, que é chamado de caça à liquidez. Quando os bots de negociação algorítmica veem que o preço caiu abaixo de um nível crítico, vendas automáticas são acionadas e criam um efeito cascata ou reação em cadeia.
Os banqueiros fazem essa manipulação principalmente por duas razões. Primeiro, obter lucro de posições curtas e fazer uma nova entrada barata. Segundo, suprimir artificialmente ou reprimir os preços dos ativos para mascarar a fraqueza na moeda ou no dólar. Este incidente prova mais uma vez que se você detém ativos em papel, você está na verdade de alguma forma à mercê dos algoritmos dos banqueiros. Ao fazer isso, os traders de varejo não terão coragem de confiar cegamente, mesmo em ativos tradicionais considerados seguros.