A China mais uma vez pediu que o renminbi (RMB) se tornasse uma moeda de reserva global, renovando o desafio à dominação do dólar americano. Embora essa mudança não aconteça da noite para o dia, destaca uma tendência mais profunda em direção a um sistema monetário global mais fragmentado.
Para o Bitcoin e as criptomoedas, isso é importante. À medida que os países buscam alternativas ao assentamento baseado no dólar, ativos neutros e não soberanos ganham apelo. O Bitcoin não depende de nenhum governo ou banco central, o que o torna cada vez mais relevante em um mundo onde as moedas competem por confiança e influência.
A pressão da China enfrenta limites reais; controles de capital e a convertibilidade restrita continuam a limitar a adoção global do RMB. Isso deixa espaço para ativos como o BTC, que operam fora dos sistemas nacionais e oferecem um suprimento previsível e resistência à censura.
A resposta dos EUA provavelmente será um reforço, não uma retirada: mercados de capitais mais profundos, liquidez do dólar mais forte e expansão contínua das finanças digitais regulamentadas. Ironicamente, isso poderia legitimar ainda mais a infraestrutura cripto por meio de ETFs, custódia e on-ramps em conformidade.
Resumo: Isso não se trata do colapso do dólar. Trata-se de uma mudança em direção a múltiplos polos monetários e, nesse ambiente, o Bitcoin e as criptomoedas funcionam cada vez mais como ativos paralelos em vez de alternativas. A longo prazo, essa narrativa historicamente tem sido favorável para a adoção do BTC.