Há uma vantagem estrutural que a TRON construiu ao longo do tempo que raramente é discutida: dependência de trajetória. Uma vez que um sistema financeiro se torna parte das rotinas diárias, mudar se torna custoso não apenas tecnicamente, mas psicologicamente e operacionalmente. Milhões de usuários construíram hábitos em torno da TRON—carteiras, endereços, contrapartes e fluxos de trabalho. Esse comportamento incorporado é uma poderosa barreira.
A dependência de trajetória é o motivo pelo qual sistemas legados como SWIFT e Visa persistem, apesar das limitações técnicas. As pessoas constroem camadas de confiança, integração e familiaridade sobre eles. A TRON silenciosamente replicou essa dinâmica em cripto. Não é apenas mais uma cadeia; faz parte de como as pessoas já movimentam dinheiro.
Essa inércia comportamental é difícil de ser superada pelos concorrentes. Mesmo que uma cadeia mais rápida ou mais barata surja, convencer os usuários a migrar todo o seu fluxo de trabalho financeiro é um enorme problema de coordenação. A vantagem da TRON não é apenas técnica—é uma infraestrutura comportamental. Ao longo do tempo, a infraestrutura comportamental muitas vezes ultrapassa a superioridade técnica.