Ô trem danado, o Bitcoin despencou bonito desde o pico lá no fim de 2025. Foi uma queda tão feia que bateu recorde: maior tombo em um só dia desde o crash de 2022. Esse tropeço reacendeu a conversa de que as criptomoedas já tão é num bear market, ou seja, mercado de baixa, conforme o povo costuma definir.

Entre os dias 4 e 5 de fevereiro, o bicho registrou uma das quedas mais brabas dos últimos três anos: quase 14% num único dia, coisa que não se via desde novembro de 2022. O preço saiu de uns 73 mil dólares e foi parar perto de 60 mil na quinta à noite. Com isso, já perdeu mais de metade do valor em relação ao topo histórico de outubro de 2025, que foi de 126 mil dólares. Só nesse aperto, rolou liquidação de mais de 1,4 bilhão de dólares em 24 horas.

Na quinta, até recuperou um tiquinho, mas fechou ainda em queda de mais de 10%, lá pelos 64 mil dólares. Já na sexta cedo, a coisa passou dos limites que o povo usa pra dizer que entrou mesmo em bear market. E não foi só o Bitcoin não, o sentimento geral de risco tá fraquinho.

Pra explicar: bear market é quando o preço cai uns 20% ou mais em relação ao pico, e fica assim por um tempo mais longo, meses geralmente. Essa queda puxou a atenção pros mineradores e pras empresas que guardam cripto em tesouraria, porque margens tão apertando e balanço tá ficando mais fraco. Aí aumenta o risco de capitulação, consolidação ou venda forçada.

Tem analista falando que o sufoco ainda não acabou. Citam perda de força, menos alavancagem e pressão da economia como fatores que podem empurrar o Bitcoin pra baixo, até uns 38 mil dólares se a venda acelerar.

E aí, será que chegou o tal “inverno cripto”? O Carlos Guzman, da GSR, disse que não tem certeza. Ele lembrou que historicamente o mercado segue um ciclo de quatro anos, mas acha que isso é mais profecia que realidade. Pra ele, os fundamentos tão até melhorando e não acredita num inverno longo.

Já o pesquisador Siwon Huh, da Four Pillars, falou que olhando só pros preços, já dá pra dizer que é mercado de baixa. A diferença entre uma queda passageira e um bear market é o tempo que demora pra recuperar. Ele lembrou também que o setor de tecnologia dita a liquidez global, e enquanto isso durar, o mercado cripto vai seguir junto. Mas notou que os movimentos recentes tão meio esquisitos, quase artificiais.

Pra Huh, o ponto crítico é que a grana que sai do cripto tá indo pra ações e commodities, e não voltando pro Bitcoin. Mesmo assim, ele acredita que pode rolar uma recuperação técnica no curto prazo, já que os fundamentos continuam firmes.