Muitas vezes, mergulhamos em fórmulas, códigos e algoritmos buscando soluções para o futuro. Como professora de física e matemática, meu papel sempre foi ensinar a olhar para a estrutura das coisas — seja na mecânica clássica ou na lógica de programação. No entanto, ao observar a estrutura do nosso ordenamento jurídico, percebo que as "engrenagens" sociais estão travadas.

No Brasil, vivemos um fenômeno onde o Direito, em vez de servir como uma escada para o progresso material e social, tornou-se um campo de batalha de trincheiras.


A Ilusão da Vitória Punitiva

Se a maior vitória de um ciclo político se resume à inelegibilidade ou à prisão de um indivíduo, precisamos encarar uma verdade amarga: a estrutura social não avançou um centímetro. Enquanto o debate público se inflama em torno de processos judiciais, a realidade do trabalhador permanece estática:

  • Estagnação Material: A carga horária continua excessiva e o salário perde poder de compra.

  • Insegurança Estrutural: A proteção social não evolui enquanto as energias são gastas no campo punitivo.

O Judiciário e o Vácuo Político

Essa "punição como conquista" é o sintoma de que a política, como ferramenta de construção e diálogo, enfraqueceu. O Judiciário acaba tentando ocupar o "cadáver" da política, judicializando questões que deveriam ser resolvidas com reformas e projetos de país.

​Quando o debate se resume ao CPF de quem será punido, paramos de discutir o sistema que queremos construir. Em um mundo que discute descentralização e novas formas de governança, o apego ao punitivismo como única forma de "justiça" nos mantém presos a modelos que não entregam bem-estar real.


📝 Notas da Autora

​Este artigo é uma prévia das reflexões que estou organizando para o meu novo blog, onde pretendo aplicar a lógica e a análise crítica para dissecar os problemas que o imediatismo das redes sociais não permite. Vamos pensar além do óbvio?


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