A França está prestes a escrever um capítulo histórico na relação entre Estados-nação e criptomoedas. Um projeto de lei apresentado recentemente à Assemblée nationale (Câmara Baixa do Parlamento Francês) propõe que o país adquira cerca de **2 % da oferta total do Bitcoin — aproximadamente 420 000 BTC — ao longo dos próximos 7 a 8 anos.
✅ O que está sendo proposto
O projeto (liderado por Éric Ciotti e pelo partido Union de la Droite et du Centre – UDR) sugere que o Bitcoin seja tratado como um “ativo estratégico nacional”, semelhante ao ouro, no contexto da soberania monetária.
A proposta inclui aquisição por meio de: mineração pública favorecendo o excedente de energia nuclear/hídrica da França; retenção de bitcoins apreendidos por via judicial; e investimentos contínuos de poupanças populares (como o “Livret A”).
A meta seria um aporte diário de cerca de 15 milhões de euros em compras de BTC, o que corresponderia a cerca de 55.000 BTC/ano segundo estimativas.
⚠️ Motivações por trás da iniciativa
Diversificar as reservas nacionais tradicionais (euros, dólares) e inscrever o Bitcoin no escopo estratégico do Estado.
Aproveitar condições energéticas favoráveis da França (hidroelétrica, nuclear) para geração de valor na mineração de criptomoedas.
Antecipar um cenário em que ativos digitais desempenhem papel de “porto-seguro” ou hedge contra inflação/volatilidade monetária.
📊 Impactos possíveis no mercado
Sob a hipótese de aprovação e execução, uma aquisição massiva de BTC por parte de um Estado-membro da UE poderia reduzir significativamente a oferta circulante líquida, fortalecendo a narrativa de escassez da criptomoeda.
Analistas veem essa medida como um catalisador de alta para o preço do Bitcoin — inclusive o portal oficial da Binance comentou que o anúncio elevou o otimismo institucional.
A proposta também marca uma guinada simbólica: se os governos começarem a incorporar “cripto” em suas reservas, isso pode acelerar a aceitação institucional e regulatória no ecossistema amplo de ativos digitais.
🔍 Desafios e ressalvas
O texto da proposta enfrenta forte limitação política: o partido UDR possui apenas 16 dos 577 assentos da Assembleia, o que torna a aprovação incerta.
Há questões regulatórias e de governança ainda não resolvidas: como será operacionalizada a custódia de tantos BTC? Qual será o órgão estatal responsável? Como será tratada a volatilidade e risco inerente à criptomoeda?
O impacto imediato pode já estar “precificado” em parte pelo mercado, e uma eventual rejeição ou adiamento pode gerar reação negativa.
🧭 O que acompanhar daqui para frente
A tramitação do projeto de lei na Assembleia Francesa: comissões, emendas, apoio de outros partidos-chave.
Informes de investidores institucionais e compradores de grandes quantidades de BTC (“whales”) que podem estar antecipando o movimento.
Evolução regulatória no âmbito europeu, especialmente no que tange à interoperabilidade de ativos digitais, stablecoins e eventuais resistências estatais.
Maior adoção prática: se a França, de fato, começar a acumular BTC ou permitir pagamento de impostos em cripto, isso causará efeito de contágio global.
Resumo rápido:
A proposta denominada
#FranceBTCReserveBill coloca a França na vanguarda da adoção estatal de criptomoedas, com intenção de adquirir cerca de 420 000 BTC (≈ 2 % do total) ao longo de vários anos. Se aprovada, isso poderia ter efeitos de longo prazo sobre escassez, preço do Bitcoin e o papel dos ativos digitais no contexto da soberania
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