
O cofundador da Binance, Changpeng Zhao, falou que não tem intenção de voltar pra corretora de criptomoedas, mesmo depois do perdão dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que até abriu essa chance.
Em entrevista ao programa Squawk Box, da CNBC, no domingo, Zhao comentou que entende que o perdão significa que as restrições “foram totalmente suspensas”. Mas, ó, ele deixou claro que não quer saber de retornar pra Binance.
“Uai, eu não precisava voltar não. Nem queria. Achei que foi uma boa hora de me afastar da Binance depois de sete anos”, disse.
“Na época foi difícil demais, não gostei. Mas depois a gente acostuma. Não acho que seria bom pra mim voltar, não. Acho que é hora de deixar espaço pra outros líderes fortes crescerem”, completou Zhao.

Zhao e a confusão na Binance
Uai, em novembro de 2023 o tal do Zhao assumiu que pisou na bola: não cuidou direito do programa contra lavagem de dinheiro lá na Binance. Resultado? Pegou quatro meses de cadeia e ainda ficou proibido de trabalhar na empresa.
Aí, em outubro, Trump resolveu dar um perdão pra ele. Esse trem levantou dúvida entre uns deputados americanos, que ficaram encucados com os possíveis laços da Binance com projetos de cripto ligados ao Trump. Mas o presidente soltou que nem sabia quem era Zhao.
“Motorista de banco de trás” não precisa não
Zhao falou que a Binance continua firme e forte mesmo sem ele no comando. Disse que agora tem dois CEOs competentes tocando o barco e que os números só aumentam: mais usuários e mais espaço no mercado.
Numa carta aberta em dezembro, Richard Teng e Yi He — parceira de longa data do Zhao — contaram que a Binance já passou da marca de 300 milhões de usuários e que o volume de negociações em 2023 bateu uns US$ 34 trilhões.
Zhao resumiu assim: “Olha, eles não precisam de motorista de banco de trás. Eu ainda sou acionista, mas bem quietinho. Quando quero dar pitaco, escrevo no Twitter e pronto.”
Superciclo do Bitcoin: será que vem?
Entrando em 2026, o mercado de cripto deu uma esfriada, mas Zhao tá achando que o Bitcoin pode engatar um superciclo nos próximos meses. Esse tal de superciclo é quando o crescimento é forte e dura anos, sustentado por fundamentos sólidos.
Ele explicou que, historicamente, o Bitcoin segue um ritmo de quatro em quatro anos: bate recorde, depois cai. Só que agora, com os EUA abraçando as criptos e outros países indo pelo mesmo caminho, Zhao acredita que esse ciclo pode ser quebrado.


