O chefão do Goldman Sachs, David Solomon, resolveu abrir o jogo na quarta-feira (18) e contou que anda mexendo com Bitcoin. E olha que antes ele falava mal da moeda, viu? Agora disse que tem “um tiquinho, mas tem” e que acompanha mais como quem observa de longe.

Isso é bem diferente do que ele falava lá em julho de 2024, quando chamava as criptomoedas de “investimento especulativo”. Na época, até elogiava a tecnologia blockchain, mas achava que o Bitcoin não tinha serventia clara. Só reconhecia que podia virar uma “reserva de valor”.

A mudança de ideia veio à tona no tal do World Liberty Forum, evento da família Trump. Perguntaram pra ele por que tava lá, e Solomon respondeu sem rodeio: “Uai, Alex Witkoff me chamou. Ele e a família são clientes de primeira lá do escritório”.

Durante a fala, ele soltou umas verdades: disse que empresa de cripto que acha que vai escapar de lei do Congresso devia era se mudar pra El Salvador. E ainda lembrou as palavras do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que chamou uns líderes do setor de “niilistas” e “teimosos”.

O recado pareceu direto pra Coinbase e pro Brian Armstrong, que mês passado largaram de apoiar o projeto de lei sobre o mercado de cripto. Armstrong falou que preferia não ter lei nenhuma a ter uma lei ruim.

Lá em Mar-a-Lago, Solomon reforçou que tá alinhado com Bessent: o setor precisa de regra, mesmo que não seja perfeita. “Se tem gente achando que dá pra tocar sem sistema de regra, tão enganados. Melhor ir pra El Salvador”, disse ele.

O evento juntou um tanto de gente importante do mercado financeiro e das criptomoedas: Changpeng Zhao da Binance, Brian Armstrong da Coinbase e até assessores de um xeique dos Emirados, que comprou quase metade da empresa de cripto da família Trump.

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