
Ó, o Brian Armstrong, que é o chefão da Coinbase, falou esses dias que esse trem de computação quântica não vai dar conta de “quebrar” nem a blockchain nem o Bitcoin, não. Ele disse que esse tipo de preocupação é coisa que dá pra resolver tranquilo e que já tem gente mexendo com isso nas principais redes pra se preparar pro futuro.
Na entrevista lá na CNBC, no tal do World Liberty Forum em Mar-a-Lago, perguntaram pra ele se era verdade que a computação quântica ia acabar com a blockchain. Aí ele respondeu na lata: “Não, isso não é verdade. É um problema que dá pra resolver sim.” E ainda contou que a Coinbase tá bem adiantada nesse assunto, montou até um conselho só pra cuidar de computação quântica e vive trocando ideia com as blockchains grandes pra pensar num caminho seguro pro tal “mundo pós-criptografia quântica”.
O povo da área anda dizendo que, por enquanto, as máquinas quânticas não têm força pra quebrar a criptografia que protege as chaves públicas. Mas também avisam que mudar os sistemas financeiros e as redes descentralizadas pra novos padrões vai levar tempo. Por isso, já tão se organizando: a Coinbase chamou uns nomes de peso, tipo professor da Universidade do Texas, criptógrafo de Stanford, pesquisador da Ethereum e o chefe de criptografia da própria empresa. Esse grupo vai estudar os riscos e bolar estratégias pra migrar com segurança.
Tem especialista falando que o maior risco seria quebrar as chaves privadas do Bitcoin, mas que ainda não existe computador quântico rápido o bastante pra isso. E mesmo quando chegar perto, atualizar a criptografia é bem mais fácil do que parece. Então, segundo eles, tem tempo de sobra pra reforçar a segurança, não só no Bitcoin e Ethereum, mas em todas as blockchains.
A Ethereum, por exemplo, já colocou segurança pós-quântica como prioridade. O Vitalik Buterin, que é cofundador, pediu pra não deixar pra depois e já começar a usar criptografia resistente a ataques quânticos. A Solana também tá testando assinatura digital resistente a esses ataques. E no Bitcoin já tem proposta rolando, tipo a BIP 360, pra diminuir os pontos vulneráveis.
Além disso, Armstrong comentou sobre a tal Lei CLARITY, que trata da regulação do mercado nos EUA. Ele disse que a Coinbase não travou nada, só levantou umas questões sobre como seriam tratadas as recompensas em stablecoins. E que, por causa disso, os legisladores voltaram pra mesa de negociação. Ele acredita que ainda sai um acordo e que pode até chegar na mesa do presidente nos próximos meses.