O tal do USDT, que é a maior stablecoin do mundo e quem põe ele pra rodar é a Tether, tá passando por uma fase meio complicada. Em fevereiro, a quantidade desse dinheiro digital deu uma caída de mais ou menos 1,5 bilhão de dólares, a maior desde dezembro de 2022, quando a corretora FTX desmoronou.

Esse aperto veio depois de uma queda menor em janeiro e acabou quebrando um ciclo de crescimento que vinha firme desde que o governo dos Estados Unidos começou a olhar com mais simpatia pro mercado de cripto. No comecinho de janeiro, o USDT tinha batido quase 187 bilhões de dólares em circulação, mas até 18 de fevereiro já tinha descido pra menos de 184 bilhões.

O mercado de criptomoedas como um todo também não tá fácil, viu. Desde outubro, já se perdeu uns 2 trilhões de dólares em valor. E como essas stablecoins, tipo o USDT, são usadas pra entrar e sair do mundo cripto, qualquer mexida nelas mostra bem como anda a liquidez do setor.

Mas nem tudo é notícia ruim. Mesmo com essa retração do USDT, o mercado de stablecoins continua crescendo. A oferta total subiu de 302,9 bilhões em janeiro pra 304,6 bilhões em fevereiro. Quem saiu ganhando foi a USDC, da Circle, que aumentou quase 5% e chegou a 75,7 bilhões. E o movimento de transações segue forte: em 2025, cresceu 72% e bateu 33 trilhões de dólares. A USDC liderou com 18,3 trilhões, enquanto o USDT ficou com 13,3 trilhões.

No fim das contas, apesar da queda do USDT, o mercado de stablecoins ainda mostra que tá se expandindo, só que num clima mais cauteloso por causa da correção recente no setor cripto.