A ação militar relatada #U.S na Venezuela e a detenção do presidente Nicolás Maduro não devem ser vistas através da lente familiar de promoção da democracia ou direitos humanos. No fundo, trata-se de uma luta geopolítica pelo domínio energético, rotas comerciais e influência na América Latina 🌍.
🇻🇪 A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo — cerca de 303 bilhões de barris, mais do que a Arábia Saudita. O controle ou influência sobre essas reservas teria consequências enormes nos mercados energéticos globais e nas estruturas de poder financeiro.
💵 Se os EUA reassegurassem o controle sobre as exportações de petróleo venezuelano, isso poderia possibilitar um renascimento moderno do sistema do petrodólar — semelhante ao arranjo dos EUA–Arábia Saudita dos anos 1970. Sob tal estrutura:
O petróleo venezuelano seria vendido principalmente em dólares americanos
A demanda global por dólares aumentaria
As receitas do petróleo poderiam ser recicladas em ativos do Tesouro dos EUA
📈 Isso fortaleceria significativamente o dólar em um momento em que os esforços de desdolarização estão acelerando entre as nações do BRICS e o Sul Global.
🔗 A realidade é simples, mas desconfortável:
Os fluxos de energia moldam o poder monetário.
E o poder monetário molda a ordem global.
⚠️ A Venezuela não é uma cruzada moral — é um movimento estratégico de xadrez.
🛢️ A supremacia da energia e a supremacia do dólar permanecem profundamente entrelaçadas.


