É POR ISSO QUE A VENEZUELA ESTÁ NA MIRA DOS EUA
Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar repentina na Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa e transferindo-os para os EUA para enfrentar acusações federais de longa data relacionadas ao tráfico de drogas e narcoterrorismo. O movimento surpreendeu os mercados globais e levantou imediatamente questões sobre o momento e a motivação.
Oficialmente, Washington afirma que a operação foi o resultado de anos de investigações e acusações datadas de 2020. As autoridades dos EUA argumentam que o governo de Maduro estava profundamente ligado a redes internacionais de drogas e que as sanções e a diplomacia falharam, deixando a ação direta como a única opção.
No entanto, críticos dentro dos EUA rapidamente apresentaram uma explicação alternativa. Nos dias que antecederam o ataque à Venezuela, a atenção pública estava fortemente voltada para o ressurgimento da controvérsia em torno do caso Jeffrey Epstein e exigências por maior transparência em arquivos relacionados. A súbita explosão de uma crise estrangeira importante mudou quase que imediatamente a cobertura da mídia.
Esse superposição alimentou acusações de um cenário clássico de "wag the dog" — a ideia de que uma ação internacional dramática foi usada para distrair o público de uma fiscalização doméstica desconfortável. Algumas figuras políticas afirmaram abertamente que o timing não foi coincidência, argumentando que a guerra no exterior pode rapidamente enterrar até as histórias mais explosivas em casa.
Apesar de essa narrativa ter se espalhado amplamente nas redes sociais e em plataformas alternativas, não há evidência verificada de que a operação na Venezuela tenha sido ordenada para ocultar ou suprimir revelações relacionadas a Epstein. Os principais veículos de comunicação tratam a ideia de distração como retórica política e especulação, e não como um motivo comprovado. Também não há ligação confirmada direta entre Maduro e Epstein.
Além das teorias da conspiração, analistas apontam fatores geopolíticos de longa data que colocaram a Venezuela no centro de atenção de Washington: as suas imensas reservas de petróleo, a sua posição estratégica no Hemisfério Ocidental e os seus laços estreitos com rivais dos EUA, como Rússia, China e Irã.
Em resumo, o que está confirmado é que os EUA realizaram uma operação de alto risco que reestruturou a liderança da Venezuela e provocou reações globais. O que permanece não comprovado é a alegação de que a ação foi planejada para desviar a atenção de escândalos domésticos. A teoria persiste principalmente por causa do timing e da desconfiança pública, e não por evidências concretas.




