O Federal Reserve agora está inativo, pausando o corte de juros, e o mercado inicialmente esperava que o capital se tornasse mais barato, mas acabou esperando em vão. Nesse ambiente, tradicionalmente, o ouro como ativo de refúgio tende a ser favorecido - o Deutsche Bank também publicou um relatório otimista sobre o ouro, acreditando que, diante da incerteza geopolítica e a possibilidade de inflação persistente, o ouro ainda pode se mostrar resistente.
E qual é o impacto disso para o BTC e ETH? A curto prazo, a emoção pode se dividir um pouco.
Por um lado, a força do ouro pode atrair uma parte do capital conservador para fora do mercado de criptomoedas, especialmente aqueles que veem o BTC como “ouro digital”. Se o preço do ouro continuar a subir, isso indicaria que a emoção de aversão ao risco está aumentando, e os ativos de risco (incluindo criptomoedas) podem enfrentar pressão.
Mas, por outro lado, isso também pode reforçar a narrativa de “armazenamento de valor” do Bitcoin. Se os investidores começarem a buscar meios de preservação de valor fora das moedas fiduciárias, o ouro e o Bitcoin estão na mesma linha de frente competindo. Se o preço do ouro subir, isso pode até lembrar as pessoas: ei, ainda há uma alternativa digital.
Portanto, a emoção a curto prazo pode ser um pouco confusa: preocupações com a fuga de capital e, ao mesmo tempo, expectativa de que a narrativa impulsione. Para ativos como o ETH, que dependem mais do desenvolvimento do ecossistema e da aversão ao risco, a pressão pode ser um pouco maior.
Em suma, não aposte de forma unilateral. Este mercado está cada vez mais atento ao cenário macroeconômico. O ouro brilha, mas o roteiro do mercado de criptomoedas é sempre escrito por si próprio.

